Segundo ele, essa nova edição do hardware traz melhorias consideráveis em relação ao equipamento lançado em 2014, incluindo a adição de dezenas de canais de leitura – o que deve aumentar, e muito, a capacidade de transmissão de dados do chip. Para levar essa tarefa adiante e registrar com mais precisão o momento exato do impacto, os engenheiros do Instituto de Física (IF) e da Escola Politécnica (Poli) da USP estão refinando o projeto – que tem um valor estimado de R$ 1 milhão – nos laboratórios da USP, Unicamp e FEI.
Todo esse cuidado existe para garantir que o dispositivo ofereça uma solução perfeita para as necessidades do CERN com seu colisor de partículas. "Mesmo sendo mais completo, o chip atual poderá passar ainda por mais algumas transformações. O equipamento ainda será testado até a sua conclusão e certamente serão necessários pequenos ajustes," alertou o pesquisador. Ao todo, a equipe deve produzir cerca de 80 mil unidades do Sampa apenas para o LHC, com outras 10 mil podendo ser fabricadas para uso em centros de pesquisa nos EUA.