A Alienware é uma das marcas mais queridas dos gamers. Já faz um bom tempo que ela apresenta soluções inovadoras em laptops para jogos, com configurações de hardware de ponta, design de outro mundo e tecnologias surpreendentes.
Agora, com representatividade oficial no Brasil, a fabricante ganhou ainda mais relevância, uma vez que traz seus lançamentos anuais para a nossa alegria. No ano passado, nós testamos o modelo de 15 polegadas e gostamos muito da proposta da marca.
Em 2017, a Alienware reforça que continua na ponta da inovação, com modelos cada vez mais robustos. Como de costume, a fabricante mantém sua parceria conosco, e agora temos o prazer de apresentar o novo Alienware 17 R4 em um review completo.
Esse modelo chega para dar uma investida forte contra a concorrência aqui no Brasil. O Alienware 17 R4 traz uma configuração muito completa, com direito a processador Intel Core i7, uma placa de vídeo monstra da NVIDIA — a versão de entrada tem a GTX 1060 —, bastante memória RAM e armazenamento de altíssima velocidade.
Parte da estratégia da marca, a personalização das peças continua sendo possível e muito relevante para o consumidor que busca ainda mais desempenho. É possível alterar placa de vídeo, processador, armazenamento, memória e outros tantos itens. O produto que recebemos inclusive já veio com uma atualização considerável. Será que essa máquina tem o poder de que você precisa para os jogos?
Design robusto e funcional:
Nossas análises de laptops geralmente são iniciadas por um parecer completo sobre o visual do produto, uma vez que este é um importante aspecto para o consumidor. Quando falamos de modelos para gamers, o design tem papel ainda mais importante, uma vez que incrementos nesse sentido podem resultar em uma máquina ainda mais bonita e robusta.
O design do Alienware 17 R4 é muito chamativo. Com retas bem marcantes, diferentes materiais em vários segmentos e muitos espaços para respiro, a Alienware inova nas característivas visuais e se diferencia de alguns concorrentes que preferem designs mais genéricos.
A mescla de tons escuros com um cinza predominante na tampa chama muita atenção. A opção por pequenos segmentos com bordas em angulações diferentes evita um design totalmente retangular. Há várias áreas posicionadas de forma estratégica que garantem muito espaço para o hardware interno, ao mesmo tempo que entregam uma composição externa inédita.
Olhando de longe, esta máquina parece uma espaçonave, algo bem coerente para a proposta. A tampa traz o icônico alienígena e algumas linhas em um layout bastante adequado. O ícone principal na tampa brilha com luzes de fundo, algo que pode ser personalizado de acordo com o gosto do usuário.
Nas laterais da tampa, barras de luzes deixam o visual ainda mais ousado. Importante notar que não estamos tratando de um sistema de iluminação simples. Muito pelo contrário: os componentes luminosos ficam bem escondidos e garantem brilho uniforme.
As conexões e as saídas de ar na parte de trás ficam em posição estratégica, uma ótima ideia inclusive para evitar o superaquecimento do teclado e da parte a que o jogador tem acesso durante a jogatina. São duas saídas de ar, que garantem a refrigeração total do chip de vídeo.
As laterais do Alienware 17 são bem grossas, algo que se deve ao hardware interno, que necessita de muito espaço. Nas duas laterais, em regiões perto da tela, a Alienware instalou mais áreas de respiro, que ajudam a resfriar ainda mais o notebook, que ainda concentra muito calor em seu interior por conta do processador. Aqui também há barras luminosas para deixar o visual do seu jeito.
Ao abrir a tampa, nos deparamos com um design muito coerente com o conjunto. A parte interna é bem espaçosa, com direito a área reservada para teclado numérico e teclas de macro. O teclado com botões de alta qualidade é bem confortável — e claro que vem com luzes RGB.
O touchpad grande é excelente para o sistema, mas não serve para jogatina. Ele conta com dois botões grandes, que são resistentes e não devem apresentar problemas mesmo com o uso constante do produto. Vale mencionar que é possível personalizar a cor de fundo do touchpad.
O logotipo da Alienware abaixo da tela fica em evidência e também conta com retroiluminação do tipo RGB. Todas essas cores podem ser alteradas no software próprio da Alienware, com perfis que deixam o notebook bem exclusivo. As cores ficam maravilhosas com o acabamento em tons escuros.
É claro que uma máquina desse porte chama atenção, mas a proposta também é um tanto contraditória. Afinal, é um notebook gamer de quase 4 quilos e meio, então é difícil carregá-lo na mochila.
Novidades no display seriam bem-vindas:
É claro que um notebook gamer precisa de uma tela muito boa para deixar a jogatina confortável. Nesse ponto, este Alienware é show, já que o display de 17,3 polegadas tem ótimo tamanho.
A resolução Full HD é a configuração padrão e nós acreditamos que seja satisfatória para a maioria dos jogadores. No entanto, a fabricante oferece opção para consumidores exigentes. Com um pequeno investimento, é possível atualizar o laptop com uma tela de resolução 4K.
O display do Alienware 17 R4 é muito bom, com um balanço legal de brilho e contraste. Todavia, nós não ficamos muito satisfeitos com a taxa de atualização.
Programada para rodar em 60 hertz, ela já não corresponde à experiência de um modelo gamer, uma vez que a placa de vídeo pode facilmente ultrapassar os 60 fps e gerar alguns inconvenientes visuais. Assim, nós achamos que seria muito melhor uma tela com 120 hertz e tecnologia G-Sync.
Para acompanhar esse processador monstro, temos 16 GB de memória RAM do tipo DDR4. Os módulos funcionam com clock de 2.667 MHz, uma quantidade muito boa para rodar qualquer jogo e atividades mais pesadas, como renderização de vídeos.
A máquina que testamos ainda tinha SSD de 256 GB, componente preparado para operar sobre o barramento PCI-Express, o que permite taxas de transferência de dados ainda maiores. Na prática, este Alienware carrega o sistema e os apps em poucos segundos. Como o SSD tem pouco espaço, ainda existe um HD de 1 TB para guardar mais jogos e arquivos maiores.
O combo fica completo com a poderosa GeForce GTX 1070, que vem equipada com 8 GB de memória GDDR5 dedicada. O chip gráfico é o mesmo usado em placas para desktop, ou seja, é uma potência absurda para rodar os games tranquilamente.
Performance top!
Bem, mas chega de papo e vamos falar do que você quer saber: desempenho. O Alienware 17 que recebemos para testes veio com Intel Core i7-6820HK, um chip de quatro núcleos e oito threads que trabalham com clock de 2,7 GHz.
Em jogos e tarefas pesadas, esta CPU pode subir a frequência para os 3,6 GHz, o que garante muito poder para quem é exigente. Uma coisa legal é que este i7 tem TDP configurável de nível baixo, o que significa que ele consome pouca energia quando está rodando tarefas leves.
Um notebook que precisa de muita energia:
A análise de bateria de um notebook gamer não pode ser realizada com tarefas comuns ou softwares padronizados, uma vez que o consumidor raramente vai comprar uma máquina dessas para ver vídeos no YouTube ou realizar tarefas simples.
Assim, o ideal é pensar em verificações práticas, com a execução de jogos. Pois bem, a verdade é que laptops gamers consomem muita energia nessas situações, por conta do chip gráfico que roda com clocks elevados e dos sistemas de refrigeração que precisam estar constantemente ativados.
O Alienware 17 R4 conta com bateria de 99 Wh, um componente muito robusto, mas que certamente não faz milagres. Em nossos testes, ela aguentou pouco mais do que cinco horas para tarefas comuns no dia a dia com as luzes desligadas (teste que realizamos com a execução de vídeos no navegador).
gora, na hora dos testes mais efetivos, percebemos que é bem difícil jogar por mais do que duas horas, porque o hardware consome muita energia. Se deixar as luzes ligadas e as ventoinhas sempre ativas, fica ainda mais difícil chegar nesses resultados.
Aliás, é bom você ficar sabendo que o notebook não roda em sua potência máxima na bateria. Não adianta mudar o plano de energia, pois o desempenho em jogos cai para quase um terço do normal. Assim, a melhor solução para usar todo o poderio é manter o PC conectado à tomada.
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