As telas de OLED plástico (também conhecidas como POLED) já estão
prontas para instalação em alguns dispositivos, principalmente
smartwatches e aparelhos de pequeno porte. Esta tecnologia ainda se mostra um tanto limitada, mas parece que a LG Display
deve mudar o rumo dessa novidade com os novos equipamentos que ela está
colocando em sua fábrica, na cidade de Gumi, na Coreia do Sul. De
acordo com o site ZDNet, a fabricante deve ser uma das pioneiras no
segmento ao entregar tecnologias POLED para implementação em smartphones
com tela dobrável, displays usados em automóveis e outros aparelhos
vestíveis. Com a fabricação iniciando em 2016 — e vários contratos —, a
LG deve fornecer a novidade para diversos produtos já na primeira metade
do ano que vem.
É válido
notar que a LG apresentou, desde julho do ano passado, um investimento
toal de 1,5 trilhões de dólares na nova geração de OLEDs. Como o próprio
nome sugere, o POLED usa o plástico como base (substrato), o que o
torna bem versátil, já que entrega mais resistência, durabilidade e
maleabilidade. Entre as companhias parceiras, a LG deve fornecer
as telas para os carros da Audi, dispositivos da Apple e fabricantes
chinesas de computadores, apesar de que os representantes da LG ainda
não afirmaram quais serão os primeiros clientes a usar os displays
POLED. O futuro parece bem flexível.
A Samsung costuma lançar várias versões de seus produtos mais tops,
algumas das quais são focadas em consumidores mais aventureiros. Neste
ano, a empresa desenvolveu um modelo “Active” do Galaxy S7, o qual
suspostamente vem com proteções adicionais para poeira e água. Segundo as especificações, o Galaxy S7 Active
conta com o certificado IP68, o que significa que ele pode ficar
submerso em água a até 1,5 metros de profundidade por até 30 minutos. Na
teoria, essa qualidade é muito interessante, mas são raros os
consumidores que vão fazer experimentos e talvez ter a garantia anulada. Pensando
em verificar a veracidade da informação, o site Consumer Reports
resolveu mergulhar o produto em um tanque que imita a mesma pressão
especificada pelo padrão IP68. O resultado, todavia, não foi positivo
para o dispositivo da Samsung. Ainda que o aparelho tenha sobrevivido,
ele ficou completamente inutilizável, já que a tela apresentou defeitos.
Para
verificar se este não era um problema específico da unidade avaliada, o
site usou um segundo dispositivo e repetiu o teste. Novamente, o Galaxy
S7 Active não resistiu às condições especificadas pela fabricante,
apesar de que os defeitos do display foram outros. Nos dias seguintes,
eles tentaram usar os dois celulares novamente, mas eles nunca voltaram à
normalidade. Para não tomar conclusões precipitadas, os analistas
entraram em contato com a Samsung. A fabricante alegou que há
pouquíssimas reclamações do Active, sendo que todos os parelhos que
apresentaram defeitos foram cobertos pela garantia. Além disso, a Samsung
ressaltou que este é um dos smartphones mais resistentes e tem o
certificado IP68 e há poucas chances de algum dispositivo não ser tão
resistente quando deveria. A Samsung diz que está investigando o
problema e deve dar um retorno em breve. Curiosamente, o site
Consumer Reports testou o Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge, que também trazem o
mesmo certificado, sendo que ambos foram aprovados pelas mesmas
verificações.
O PGS (Portable Gaming System) é um dispositivo que busca ser um
console de videogame de bolso, mas com características que o tornam bem
diferente de Nintendo 3DS, PlayStation Vita ou Nvidia Shield. O PGS é,
na prática, um computador com hardware equivalente a de um laptop, capaz
de funcionar com o Windows 10 e Android simultaneamente e de rodar
games recentes a uma boa qualidade gráfica.
O PGS dispõe de um processador Atom de quatro núcleos da Intel, uma
placa gráfica com GPU de 16 núcleos (a comparação não é exatamente justa
em virtude das diferenças de arquiteturas entre AMD e Intel, mas a GPU
que roda no Xbox One tem 18 núcleos, por exemplo) e 8 GB de RAM como principais destaques do hardware.
De acordo com os criadores do PGS, o videogame tem fôlego suficiente para rodar Batman Arkham City a 30 quadros por segundo em resolução HD (720p), além de apresentar performance similar em Dark Souls 2. Outros títulos mencionados pelo fabricante são Mirror’s Edge e DMC: Devil May Cry que, embora funcionem no PGS, precisam rodar em configurações mínimas. A
tela do console portátil é de 5,7 polegadas com resolução de 2560 x
1440 pixels. A bateria do dispositivo de cinco a dez horas de uso, de
acordo com seus criadores. Em linhas gerais, ainda que a
performance na hora de rodar games pesados possa ser discutível, o PGS
pode ser um acessório interessante para quem tem um PS4 ou Xbox One, já que o portátil permite rodar games dos consoles de forma remota por meio dos respectivos apps para Windows. Essa perspectiva de carregar um PC gamer no bolso para onde quiser
chamou bastante atenção na Internet, tornando a campanha de arrecadação
de fundos da iniciativa no Kickstarter um grande sucesso. Interessados
no dispositivo podem escolher entre dois modelos: o Lite, com 4 GB de
RAM e 64 GB de armazenamento; ou o Hardcore, que tem 8 GB de memória e
128 GB de espaço para dados. A versão mais simples custa US$ 230 (R$ 757
numa conversão direta), e a mais robusta US$ 280 (R$ 922). Há a
promessa dos criadores do PGS de enviá-lo aos consumidores brasileiros
no lançamento do aparelho, previsto para março de 2017.