segunda-feira, 27 de junho de 2016

Teclado e mouse? Microsoft quer que você use o PC só com gestos

Agora que o mundo está se acostumando com o reconhecimento de voz a partir de assistentes pessoais e video-games , a Microsoft está disposta a dar um passo adiante. O novo objetivo de uma das equipes de pesquisa e desenvolvimento da companhia é aprimorar as tecnologias de reconhecimento gestual e permitir que o ser humano interaja com dispositivos de uma forma mais natural do que nunca.
A ambiciosa ideia dos cientistas é fazer com que você possa lidar com objetos virtuais com a mesma complexidade com que pega um copo na mesa ao seu lado e põe ele na prateleira, por exemplo. O vídeo acima mostra testes em que, a partir de uma câmera no estilo Kinect, você move uma marionete, faz movimentos de DJ, controla outros dispositivos remotamente e por aí vai.
Isso até ajudaria a realidade virtual: muita gente sente que a experiência não é completa só com os óculos justamente porque não pode ver as próprias mãos, mesmo que feitas digitalmente. Isso seria resolvido de forma simulada em conjunto com os sensores.

Desafio aceito

A Microsoft trabalha em algo parecido com o sensor de movimento já utilizado no Xbox. Desta vez, a ideia é reconhecer as mãos da pessoa de forma precisa e detalhada, desde os mais suaves movimentos dos dedos.
A resposta háptica — que reproduz texturas e também a velocidade ou suavidade com que você executa um movimento — também tem sido trabalhada pela Microsoft. Isso ajuda a criar ainda mais a sensação de que você não está interagindo com algo "de mentira". Isso, porém é um dos passos mais demorados e deve levar mais tempo para ser finalizado.
A ideia é reconhecer as mãos da pessoa de forma precisa e detalhada, desde movimentos suaves dos dedos
Pensando um pouco mais com o pé no chão, a emprsa trabalha também em coisas mais cotidianas. O Project Prague, feito por uma equipe de Israel, permite a você montar uma apresentação de slides usando gestos. 
Outro obstáculo é fazer com que todo esse processamento consuma o mínimo de energia possível para não disparar a sua conta de luz ou descarregar na hora a bateria do seu dispositivo.
Futuro em aberto!
Por enquanto, as ideias da empresa relacionadas com reconhecimento gestual estão só em laboratório e não há qualquer previsão a respeito de aplicação. E a ideia da Microsoft não é só lançar produtos com essa inovação, mas abrir toda uma janela de possibilidades para outros desenvolvedores e até para quem fabrica TVs e dispositivos conectados via Internet das Coisas.


Exoesqueleto que restaura os movimentos das pernas é apresentado pela Intel !

Pessoas que perderam os movimentam das pernas estão prestes a ter uma segunda chance a partir de uma promissora parceria entre a Intel e a empresa de robótica Cyberdyne. Sob o nome de “Assistente de Vida Híbrido”, o exoesqueleto HAL difere substancialmente do personagem retratado por Stanley Kubrick em “2001: Uma Odisseia no Espaço”: encaixado ao quadril, o mecanismo pode tanto auxiliar o paciente em exercício de fisioterapia quanto, quiçá, fazê-lo caminhar novamente.
O funcionamento da mais recente versão do protótipo se baseia em sinais bioelétricos (ou BES, na sigla em inglês), que podem ser detectados a partir da pele. A interpretação dos impulsos seria feita em tempo real por meio dos sensores acoplados ao HAL, que poderiam até mesmo prever de modo inteligente o movimento desejado.
O futuro bate à porta!
Apesar de existir há pelo uma década, o exoesqueleto poderá ser disponibilizado ao público somente a partir dos próximos anos. A falta de uma data exata para o lançamento pode estar relacionada a certas limitações, uma vez que somente pessoas com até 86 quilos podem ser suportadas e o tempo de uso das pernas se estende de 60 a 90 minutos, dependendo do tipo de atividade executada.
Modelos capaz de restaurar todos os movimentos do corpo deverão também ser lançados.Outros modelos, como uma versão para servir de apoio aos membros inferiores e capazes de funcionar por até duas horas também estão sendo introduzidos pela Cyberdyne. Um traje dedicado à restauração de todos os movimentos do corpo deverá, ainda, ser lançado, mas detalhes quanto ao preço e produção dos exoesqueletos alternativos ainda não vieram à tona.

Mulher processa Microsoft por atualização do Windows 10 e ganha US$ 10 mil!

Uma mulher norte-americana chamada Teri Goldstein venceu a Microsoft em um processo judicial nesta semana. Ela recebeu uma compensação de US$ 10 mil pelo fato de a atualização para o Windows 10 ter deixado seu computador “completamente inutilizável”, segundo declarou.
Goldstein entrou em contato com a empresa para resolver a situação, mas o problema não foi corrigido. Com isso, ela resolveu entrar na justiça para obter a reparação, e o juiz de primeira instância determinou que essa multa fosse paga. Na cotação de hoje, US$ 10 mil valem R$ 33,8 mil.
A Microsoft chegou a recorrer da decisão em segunda instância, mas abandonou o caso e aceitou fazer o pagamento para evitar mais custos com advogados e relacionados.
Publicidade
É curioso notar, entretanto, que falta pouco mais de um mês para a Microsoft finalizar o período de atualização gratuita de versões antigas do Windows para a décima edição. Não sabemos exatamente quantas pessoas fizeram a migração nesses últimos meses, mas é certo que a Microsoft não atingiu ainda a sua meta de “um bilhão de dispositivos com Windows 10”, anunciada no lançamento oficial do sistema.

Brasil ganha posição e já é o 12º mercado mais lucrativo do mundo em games!


O mercado global de jogos eletrônicos deve fechar o ano de 2016 com receita total aproximada de US$ 99,6 bilhões, o equivalente a R$ 337,6 bilhões na cotação de hoje. Contudo, pela primeira vez desde que a consultoria Newzoo começou a monitorar esse mercado, os EUA não estão no topo da lista dos países mais rentáveis para o segmento.
A China deve registrar uma receita total de US$ 24,3 bilhões para o setor, enquanto os EUA ficam com US$ 23,59 bilhões. O terceiro colocado, o Japão, segue bem atrás, com US$ 14,4 bilhões. O Brasil, por sua vez, subiu uma posição no ranking, tendo ultrapassado a Austrália e ficado em 12°, com US$ 1,27 bilhão. O último país da lista dos 20 maiores consumidores de games no mundo é a Tailândia, que deve registrar US$ 521 milhões até o fim deste ano.
Vale destacar que toda essa receita é referente a uma estimativa para o ano de 2016 completo, o qual pode acabar com resultados consolidados diferentes. Esses valores também somam PC, consoles e mobile em um único bolo. Confira como cada um desses segmentos se insere no total.
Vale destacar também que, na América Latina, o Brasil lidera esse ranking, seguido de perto pelo México. Apesar disso, nossa região é que tem a menor representatividade no mundo dos games até nesse relatório.







Esposa de Kratos será importante para a história de God of War 4

Pensando que a nova história de Kratos vai se resumir apenas à relação de nosso ex-deus da guerra com seu filho? Pois parece que não será assim, de acordo com ninguém menos que Cory Barlog. Em uma entrevista ao canal de YouTube The Know, o diretor criativo de God of War 4 disse que a esposa do espartano – e mãe do misterioso garotinho – vai ter um papel de grande importância na história de todo o game.
E que papel seria esse desempenhado por ela? Infelizmente, Barlog não revelou nada sobre o assunto, então teremos que esperar para descobrir. Mas torçamos que não tenha a ver com mais um assassinato acidental causado por Kratos.

As novidades trazidas por Barlog não se resumem a isso, é claro. Durante a conversa, ele também revelou que, embora tenha um foco importante na relação entre os personagens, God of War 4 não será um daqueles games com sistemas de moral. Da mesma forma, você não terá que fazer escolhas que afetarão os rumos da trama nem nada parecido.
Boa parte dessa simplicidade, vale notar, se deve ao fato de que a equipe por trás de God of War 4 é a mesma que trabalhou no primeiro GoW. Assim, a aventura ainda terá um bom foco na jornada de Kratos pelo universo dos deuses – com direito a visitas por alguns dos nove mundos da mitologia nórdica enquanto tenta satisfazer as divindades.
God of War 4 é uma exclusividade do PS4. O game ainda não tem uma data de lançamento definida.
FONTE(S)


Vai, ouriço! Sonic ganhará novo game em 2017; mais detalhes chegam em julho

Depois que Sonic ficou órfão pela saída da SEGA do mercado de hardware, o ouriço passeou em diversas plataformas da concorrência, mas jamais deixou de ser um mascote da empresa japonesa e de ter o status de personagem muito querido por todos os jogadores. O desempenho do velocista, no entanto, oscila bastante em qualidade, com coisas boas, ruins e medianas ao longo do trajeto. Mas ele não desiste nunca: agora, a Sonic Team anunciou um novo game para 2017.
O ano em que estamos marca o 25º aniversário do ouriço. Em 2011, quando comemorou 20 anos de existência, o animal espinhudo ganhou um belíssimo produto como homenagem, Sonic Generations, talvez o melhor título do personagem nos últimos anos. Portanto, é esperado que, com esse um aninho de atraso com relação à celebração de 25 anos, o jogo de 2017 seja uma aposta grande – nos termos da SEGA e nos nossos termos.
Takashi Iizuka, uma das mentes por trás do mascote, fez o anúncio durante um evento em Tóquio, relata o Gematsu. Mais detalhes serão divulgados na Comic-Con de San Diego, dia 22 de julho, em painel transmitido ao vivo por streaming.
A mais recente entrada de Sonic nos games é com Sonic Boom, que alcançou algum sucesso e está linkado com a franquia de mesmo nome na TV. Sonic Boom: Fire & Ice está previsto para o 3DS em setembro deste ano.
O que você espera do ouriço em 2017? Todos torcemos por você, Sonic. Jamais perca o seu carisma.
FONTE(S)

Galaxy Note 7 pode ficar conhecido pelo preço absurdo no Brasil

Conhecida por não ter preços exatamente acessíveis, a linha Galaxy Note da Samsung pode estrear um novo patamar de preços no mercado brasileiro. Rumores recentes indicam que a companhia sul-coreana pode vender a próxima geração do dispositivo (o Note 7) por 799 euros na Europa, valor equivalente a R$ 3 mil.
O preço se refere à versão desbloqueada do dispositivo, que também deve ser vendido de forma mais acessível por operadoras que o vinculam a planos determinados. Mesmo assim, a notícia não é boa para o consumidor brasileiro, visto que impostos e outras taxas de importação costumam elevar bastante o preço dos flagships por aqui.
Basta lembrar que o Galaxy Note 5 chegou ao Brasil custando o valor inicial de R$ 3.799 e atualmente sai por algo entre R$ 2,7 mil e R$ 3 mil na maior parte das lojas que o vendem. Levando em consideração outros preços recentes, há quem cogite que o novo phablet da Samsung pode ultrapassar a marca dos R$ 5 mil em seu lançamento nacional — valor que tende a cair um pouco em questão de alguns meses.
Recorde ingrato!
O valor proibitivo deve contribuir para diminuir a popularidade do dispositivo no país.
Esse valor proibitivo deve contribuir para diminuir a popularidade do dispositivo no país, visto que o investimento não compensaria nem mesmo a presença dos esperados leitor de íris e do processador Snapdragon 813. Mesmo que a Samsung siga a rota da LG com oG5 e lance um produto “capado” por aqui, o produto resultante deve continuar apresentando uma cifra bastante elevada.
Vale notar que todas essas informações são baseadas meramente em especulações, o que significa que o cenário real pode se provar bastante diferente. Em todo o caso, só saberemos com certeza o preço oficial do Galaxy Note 7 e a disponibilidade do Galaxy Note 7 no Brasil após o evento Unpacked, que acontece em agosto deste ano.

Diferença de poder entre PS4 Neo e Xbox Scorpio é só especulação, diz Sony!

Em meio a uma tonelada de rumores sobre a diferença de poder entre o PS4 Neo e o Xbox Scorpio, Jim Ryan, o presidente da Sony Interactive Entertainment Europe, surgiu para acalmar um pouco dos ânimos dos fãs da companhia. Durante uma conversa com o site JeuxVideo, o figurão riu quando questionado sobre a diferença de poder dos consoles, dizendo que falar sobre isso iria apenas alimentar as especulações recentes.
Outra questão esclarecida por ele foi com relação à falta do console na E3 2016. Reforçando o que ele já havia dito anteriormente, o PS4 Neo não apareceu no evento porque a Sony preferiu se focar apenas em apresentar games. Esse não foi o único fator que levou a empresa a isso, no entanto: segundo Ryan, a empresa quer apresentar todas as vantagens e novidades do aparelho quando o revelar – algo que ela não estava preparada para fazer, na data.
Se você tinha alguma esperança de ver o hardware do PS4 Neo ser revelado tão cedo pela Sony, também é melhor não ter muitas esperanças. Isso porque Ryan prometeu falar em maiores detalhes sobre o assunto apenas quando as especificações oficiais do console forem reveladas; não espere, por sua vez, ver outros executivos da companhia tomando uma postura muito diferente.
Publicidade
Tudo o que podemos fazer, com isso, é esperar que o aparelho seja revelado – o que não deve demorar para acontecer, se rumores recentes se provarem verdadeiros.

Mercado mundial de games tem novo líder e Brasil ganha uma posição!


Os Estados Unidos perderam a liderança do mercado mundial de games. O posto agora é ocupado pela China. O país oriental gera uma receita de US$ 24,4 bilhões (cerca de R$ 83 bilhões) anualmente, segundo os resultados exibidos em um relatório da Newzoo que avalia a indústria. O Brasil, por sua vez, ganhou uma posição no ranking.
O país agora é o 12º colocado na lista já que o mercado brasileiro ultrapassou o australiano e agora gera US$ 1,2 bilhão por ano (R$ 4,1 bilhões) com o setor. Vale lembrar, no entanto, que o Brasil tem quase dez vezes mais habitantes do que a Austrália.
A pesquisa também avalia o uso mundial das plataformas de jogos e concluiu que 87% dos jogadores de console também jogam nos PCs.
Outro dado interessante é que a indústria de games mobile tem previsão de arrecadar pelo menos US$ 36,9 bilhões (R$ 125 bilhões) neste ano, o que representaria 37% do faturamento total.



Facebook e YouTube estão removendo vídeos de terroristas e extremistas !

Alguns dos maiores sites destinados a divulgações de vídeos, como Facebook e YouTube, estão começando a usar automação para remover conteúdo extremista de suas páginas. O sistema é capaz de identificar e bloquear ou derrubar a página com o vídeo ou conteúdo similar.
Ele ainda trava tentativas de repassar o conteúdo já identificado como inaceitável, sendo que está sendo criado um banco de dados de conteúdo proibido para identificar novas divulgações de decapitações ou palestras incitando a violência, por exemplo.
O movimento é um passo importante para as empresas de internet que estão sob pressão dos governos que querem erradicar a propaganda violenta e reduzir os ataques de extremistas e terroristas que estão se proliferando.
No final de abril, em meio a pressão do presidente Barack Obama e outros líderes europeus preocupados com a radicalização online do extremismo, empresas de Internet, incluindo o YouTube, Twitter, Facebook e CloudFlare realizaram uma reunião para discutir as opções, incluindo um sistema privado de bloqueio de conteúdo apresentado pelo Counter Extremism Project.
As discussões ressaltaram uma questão difícil para algumas das empresas mais influentes do mundo: a liberdade de expressão. Nenhuma das empresas têm abraçado o sistema do grupo anti-extremista, e ainda têm sido cuidadosas com uma intervenção externa na forma como os seus sites devem ser policiados.
"É um pouco diferente do que a pornografia infantil ou copyright, onde as coisas são claramente ilegais", explica Seamus Hughes, vice-diretor do programa sobre extremismo da Universidade George Washington.
Até agora, a maioria baseou-se, principalmente, em usuários para sinalizar conteúdo que viole os termos de serviço. O material sinalizado é então analisado individualmente por editores que excluem as postagens em que foram encontradas violação.

Vai vender seu Android? Saiba como deixar seus dados irrecuperáveis!

Na hora de vender um smartphone, a maiorida dos usuários realiza o chamado "reset de fábrica", apagando todas as informações existentes no dipositivo para sempre, certo? Errado.
Pesquisadores descobriram que, no Android, mesmo apagados com o reset de fábrica, os dados podem ser recuperados usando algumas ferramentas. Isso acontece porque quando o usuário exclui algo, o arquivo não é realmente substituído.
O sistema elimina todas as informações sobre o arquivo, liberando espaço, mas há dados que são recuperáveis. Para evitar esse problema, o site Mashable listou 3 dicas para garantir que as informações estão realmente apagadas. Confira:
1. Criptografe o telefone
Criptografar um dispositivo Android é a melhor maneira de evitar que seus dados sejam recuperados. Uma vez criptografados, os dados não podem ser decifrados sem digitar uma senha.
A maioria dos dispositivos que executam o Android Marshmallow são obrigados pelo Google a ter uma criptografia obrigatória para segurança máxima.
Se o dispositivo estiver rodando o Android Lollipop ou versões mais antigas, vá em ConfiguraçõesSegurançae clique em Criptografar o telefone. Ao fazer isso, o usuário poderá apagar as informações tranquilamente, já que eles se tornam praticamente irrecuperáveis.
2. Substitua as informações por dados descartáveis
Depois de criptografar os dados e iniciar um reset de fábrica, crie dados falsos e os apague, garantindo que as informações que ficarão na lixeira são falsas. Se preferir, configure o dipositivo, mas sem contas do Google ou algo do tipo.
Grave um vídeo durante o máximo de tempo possível, com a maior resolução. O apague novamente.
3. Em seguida, faça outro reset de fábrica.
Repita o reset de fábrica para se certificar de que as informações foram realmente eliminadas. Mesmo se alguém conseguir recuperar os dados, não vai obter nada útil.

Smartphone que custa menos de R$ 15 começa a ser entregue nesta semana!

A Ringing Bells tem se mantido quieta após ter causado furor, no começo do ano, com o anúncio do que seria o smartphone mais barato do mundo. Agora a companhia indiana voltou a falar publicamente, e fez isso para informar que finalmente começará a entregar os aparelhos.
Trata-se do “Freedom 251”, cujo nome faz referência ao preço de 251 rúpias (cerca de R$ 12,50). Em entrevista ao Indian Express, o fundador e CEO da Ringing Bells, Mohit Goel, afirmou que as entregas começarão em 30 de junho: “Estamos prontos com quase 200 mil [unidades do] ‘Freedom 251’.”
Quando anunciou o aparelho, em fevereiro, a companhia prometia entregar 2,5 milhões de unidades até 30 de junho, porém, o site da Ringing Bells recebeu mais de 70 milhões de acessos e seu sistema de pagamentos parou de funcionar em apenas três dias.
Há muita desconfiança na indústria em relação ao Freedom 251, porque especialistas dizem que é impossível fabricar um smartphone tão barato. Mesmo que se trate de um modelo modesto, levando em conta que ele tem conexão 3G, processador de 1.3 GHz, 1 GB de RAM e 8 GB para armazenamento (chega a 32 GB com cartão), além de câmeras traseira de 8 MP e frontal de 3,2 MP, e bateria de 1.800 mAh.
Disponível nas cores branco e preto, o Freedom 251 virá com Android 5.1 (Lollipop). E o próprio Goel admite que o aparelho dará prejuízo. Para ser mais exato, ao cobrar 251 rúpias por unidade, sua empresa terá de tirar 140 rúpias dos bolsos para cobrir os custos.
A ideia da Ringing Bells é ganhar dinheiro com volume de vendas, e a companhia parece acreditar que a aposta dará resultado, pois planeja lançar uma TV seguindo o mesmo esquema. O aparelho, com tela LED de alta resolução em 32 polegadas, custará menos de 10 mil rúpias (R$ 496) - no país não se compra uma dessas por menos de 13 mil rúpias (R$ 645).

Apple e Microsoft duelam pelo futuro da tecnologia!

Duas das maiores empresas do mundo estão travando uma guerra secreta para definir qual será a companhia que irá moldar os avanços tecnológicos dos próximos anos. Concorrentes históricas, elas apostam em segmentos diferentes, mas com o mesmo foco: dominar e revolucionar o mercado.
A palavra chave para ambas é “mudança”. E isso não é novidade. As empresas que nasceram focando em um tipo de produto, agora enxergam que o computador tradicional não é mais uma máquina composta por CPU, monitor, teclado e mouse. Mas, sim, qualquer outro dispositivo que desempenhe função semelhante. Se for prático, móvel e até vestível, melhor ainda.
Neste contexto, a Apple, que iniciou tudo isso quando lançou ao mercado o iPhone, lá em 2007, coloca a responsabilidade da revolução nas mãos dos desenvolvedores de aplicativos. A empresa anunciou recentemente o Swift Playgrounds, plataforma que ensina até mesmo crianças a programarem e criarem apps para iOS, Android e Linux. Tudo isso feito diretamente pelo iPhone.
A ideia da companhia comandada por Tim Cook é conseguir algum espaço no ambiente de desenvolvedores de aplicações para smartphones. Esse, que para a Apple parece ser um admirável mundo novo, já é um velho conhecido do Google que entrega no Android um sistema de fácil manuseio para desenvolvedores e programadores de plantão.
A Microsoft, por sua vez, entende que o futuro da informática envolve o Windows.
A empresa usou seu último evento para anunciar novidades interessantes no sistema operacional mais utilizado do planeta nos computadores tradicionais. A ideia é levá-lo também às diversas plataformas computadorizadas existentes nos dias de hoje, como videogames, telefones e óculos inteligentes – por mais difícil que isso possa parecer considerando o domínio do Android e do iOS nos smartphones e tablets.
A grande sacada aqui, porém, foi agir de forma diferente da concorrente da maçã. Ao invés de empurrar uma linguagem de programação em diversas plataformas interligadas, a empresa foca seus recursos em um único sistema operacional.
Mas engana-se quem pensa que este é o único plano da companhia fundada por Bill Gates para dominar o mundo.
Apesar de direcionar recursos para tornar o Windows o sistema operacional dominante em todos os dispositivos, a empresa tem uma outra carta na manga. E ela não é nenhuma novidade, já que funciona mais como um plano de segurança: Investir no desenvolvimento de ferramentas que fazem a alegria dos desenvolvedores de apps.

O Xamarin, por exemplo, permite a criação de aplicativos em diferentes plataformas, nem todas pertencentes à empresa. Se você está se perguntando o que a empresa ganha com isso, saiba que essa ação intensifica, por exemplo, o uso do Azure com uma plataforma de cloud que ajuda no desenvolvimento das aplicações.
Por tudo isso e mais um pouco, quem irá se sair melhor dessa batalha ainda é um mistério. A conclusão que fica é que ambas entenderam que seu principal produto não é um computador ou um smartphone, mas sim uma nova maneira de interagir com a tecnologia.

Fonte: olhardigital.com

Quer comprar um hoverboard? Saiba o que você precisa ter atenção!


Saber no que prestar atenção ao comprar um hoverboard não é tão simples quanto parece. O produto ainda é relativamente novo no mercado e aspectos como segurança e assistência técnica ainda são pontos críticos.
Por outro lado, a popularização dos skates elétricos futuristas está fazendo com que o cenário mude rapidamente, inclusive em relação à quantidade de produtos e preços, que estão mais acessíveis. Abaixo, listamos todos os aspectos que precisam ser considerados antes de adquirir um hoverboard. Confira:


Segurança
Os hoverboards enfrentam problemas de segurança que vão além de se equilibrar sobre eles. Muitos aparelhos, especialmente os chineses “baratinhos”, pegaram fogo de uma hora para outra. A principal razão é a bateria de baixa qualidade e sem certificação de segurança. Para evitar o problema, prefira comprar o dispositivo de fabricantes confiáveis, como Segway e Kiwano, que possui skate elétrico com bateria da Samsung.
Olhar por uma possível certificação do Inmetro não vai adiantar, já que os gadgets são importados. No entanto, você pode consultar se o hoverboard tem o selo UL 2272, dado pela Comissão para Segurança de Produtos ao Consumidor (CPSC, na sigla em inglês), órgão dos Estados Unidos. A entidade concede o certificado a veículos que tenham sido submetidos e aprovados em diversos testes de segurança.
É difícil encontrar assistência técnica no Brasil para os hoverboards. Mesmo falando de não autorizadas, há poucas lojas em funcionamento, e a maioria em São Paulo. A Segway é a única que conta com representante oficial – também na capital paulista – que oferece serviços de suporte e assistência técnica.
A maioria dos fabricantes dá garantia de um ano e, algumas delas, preveem envio para reparos de produtos defeituosos comprados diretamente com eles (ou seja: envio internacional, com os custos de postagem bancados pelo consumidor). Outra forma de garantir assistência é comprando o hoverboard em grandes varejistas, que possuam o serviço técnico especializado. Mesmo neste caso, confira antes se determinado produto conta com o suporte a reparos e por quanto tempo a garantia ficará valendo.

A oferta de skates elétricos tem aumentado rapidamente. Grandes lojas do varejo nacional já têm boa variedade de produtos, assim como estabelecimentos especializados em hoverboards, que importam direto do fabricante. Os preços variam entre R$ 1 mil e R$ 6 mil, mas a maior parte está na faixa dos R$ 2.500. O TechTudo preparou uma lista com os melhores modelos à venda no mercado nacional, considerando a relação custo-benefício.
Também é possível comprar direto no mercado internacional, seja por meio de revendedor ou com a fabricante. Os preços lá fora variam de US$ 399 (cerca de R$ 1.350, pela cotação atual) a US$ 799 (R$ 2.700). Ainda que o estabelecimento não cobre frete, é importante lembrar que o produto pode ser taxado na Alfândega. Este guia pode lhe ajudar como calcular o valor dos impostos brasileiros.
Facilidade ao usar
Assim como bicicletas e patins convencionais, os skates hoverboard demandam alguma prática até que sejam “dominados”. Uma dica para aprender a usar é começar a apoiar os pés ainda sentado, até se acostumar com a pisada e pressão necessárias para o aparelho andar. É sempre recomendável usar equipamentos de segurança como capacetes, joelheiras e tornozeleiras para evitar machucados em caso de queda.
Bateria
Como mencionado no primeiro tópico, a bateria é um dos aspectos mais importantes na hora de comprar o hoverboard, pois impacta diretamente na segurança. Além de ser de fabricante confiável, escolha um aparelho com autonomia de pelo menos 1 hora, que lhe garantirá um bom tempo de diversão. Gadgets com bateria de baixa capacidade irão irritar rapidamente e não terão muita serventia ao ar livre.

 É importante estar atento à resistência do aparelho. O primeiro aspecto neste sentido é o peso que ele suporta. Hoverboards mais baratos tendem a aguentar até 100 kg, enquanto os mais robustos suportam em torno de 130 kg. Dê preferência para skates com certificação IPX, que garantam resistência à poeira e/ou água, já que o gadget vai ser usado na rua.
Todo hoverboard vai cumprir os preceitos básicos: andar para frente e para trás, fazer curvas em 360º. Mas alguns modelos mais avançados, como o da Spaceboard, contam com alto-falantes Bluetooth, conectando-se ao smartphone do usuário para tocar música durante os passeios.
Outro item extra em modelos sofisticados é o controle remoto, que trava e destrava, além de dispara alarmes à distância. Se você quer ficar mais tranquilo quando estiver longe do seu skate essa pode ser uma boa função.

Hello ou Facebook? Lista compara e explica 10 funções do 'novo Orkut'!


Hello é a nova rede social do criador do Orkut e promete pegar de volta o espaço perdido para oFacebook. Para isso, o aplicativo possui novas e interessantes funções como as Personas, posts anônimos e a opção de ver quem visitou o seu perfil. Mas, será que esses recursos são suficientes para trocar uma rede social pela outra? Ainda é incerto. OFacebook? Vai bem, com mais de 1,6 bilhão de usuários. É certo que a Hello vai precisar suar para fazer alguma diferença. Confira dez funções que a Hello Network tem e o Facebook não, e vice-versa.



O que a Hello tem e o Facebook não
1.  Personas
"Personas" é a principal característica da Hello. Define posts que aparecem no feed e as sugestões de amigos. Ao todo, são mais de 100 opções disponíveis para que o usuário escolha entre categorias como trabalho, interesses, lazer e identidade. Mas só é possível escolher cinco personas por vez.
Para quem reclama de pouco conteúdo interessante no Facebook, essa função deve ser um atrativo por não limitar o feed aos seus amigos ou páginas que você segue e curtiu. A Hello utiliza essas informações para sugerir novos amigos na rede social com base na compatibilidade de gostos. Seu feed não fica limitado às pessoas que você já conhece nem existe assuntos que você não gosta.
2. Posts e comentários anônimos
Hello Network permite que usuários façam posts ou comentem nas publicações de outras pessoas sem se identificar. É ótimo para quem sente falta da anonimato no Facebook. Por outro lado, pode acabar rendendo polêmicas e problemas, como aconteceu com o Secret . O app tem o e-mail e telefone guardados no momento do cadastro e isso pode ser usado nesses casos.
Postar anonimamente na Hello tem algumas limitações. É preciso desembolsar 100 moedas da rede social para publicações e 50 moedas para comentários. Para renovar o seu dinheiro virtual, é preciso subir de nível na rede social ou pagar por um dos pacotes disponíveis com dinheiro do seu bolso.
3. Quem visitou o seu perfil
Se você é louco para saber quem visitou seu perfil no Facebook ou no Instagram, fique tranquilo. Na Hello Network, o cobiçado recurso do Orkut está de volta e é possível acompanhar nas notificações quem deu aquela “espiadinha” na sua página pessoal mas não deixou nenhum recado. 
4. Classificações de perfis e nível de compatibilidade
A Hello também pode fazer uma classificação do perfil com base em um questionário de 60 perguntas de múltiplas escolhas. Disponível apenas em Inglês, tratam-se de afirmações sobre personalidade e modo de agir para que o usuário responda o quanto ele concorda ou discorda. Ao fim, a rede diz qual classe a pessoa faz parte em um total de 10, como rebelde, mentalista, capitão e encantador.
5. Níveis e conquistas com base nas suas interações
Ao comentar, curtir ou publicar na rede social, o usuário vai acumulando progressão em barrinhas específicas para cada tipo de interação, como se fosse um jogo social. Quando alcança um objetivo, os pontos podem gerar conquistas e fazer a pessoa subir de nível desbloqueando recursos.
1. Versão para Web
Por enquanto, é possível usar a Hello apenas no Android e no iPhone (iOS). Já o Facebook pode ser facilmente acessado em qualquer navegador e possui app universal para Windows 10.
2. Compartilhamento de vídeos, links e posts de outros usuários
O Hello limita o compartilhamento de conteúdo a fotos e textos, que são publicados sobre um fundo de cor sólida. Isso deve desagradar bastante quem está acostumado com a liberdade do Facebook, que aceita também a publicação vídeos, links e atividades ou sentimentos.
3. Grupos, páginas e eventos
Na Hello não é possível criar uma comunidade ou grupo, ou mesmo uma persona nova para compartilhas interesses, decepcionando quem esperava algo mais parecido com o Orkut. Outra ausência importante são as páginas, usadas no Facebook para humor e perfis de empresa, por exemplo.
4. Controle de privacidade
Com tantas críticas, o Facebook costuma levar questões de privacidade bastante a sério, criando até um mascote dinossauro que ajuda a lidar com isso. Ao publicar na rede social, é possível decidir se o conteúdo será público, para amigos, privado ou restrito a determinadas pessoas. O mesmo ocorre com marcações, que podem ser removidas ou ocultadas caso a pessoa não goste do conteúdo.
A Hello, seus posts não vão aparecer apenas para os seus amigos e suas personas serão visíveis para qualquer usuário da rede social. Também não é possível saber quem curtiu as suas publicações e pode se deparar com comentários e compartilhamentos que chegam anônimos.
5. Ver quem está online
Embora seja possível mandar mensagens na Hello, a rede social ainda não têm uma forma de identificar quem está online como no Facebook, que usa o Facebook Messenger para o bate-papo online. Os chats são relativamente simples em comparação com a rede social de Mark Zuckerberg. É possível trocar apenas mensagens de textos, fotos, reações e presentes virtuais, sem a possibilidade de envio de áudios e outras opções do Messenger.

Apple suspende produção de displays Thunderbolt e deve trazer telas 4K/5K !

Apple anunciou que vai descontinuar a fabricação de sua linha de displays Thunderbolt, para Macs, comumente utilizada para conectar MacBoooks ou outros Macs para uma tela extra em estado real. Com isso, aumentam-se as especulações de possíveis modelos em 4K ou 5K como substitutos das versões interrompidas.
Os rumores tomam conta dos analistas e fóruns especializados porque, atualmente, a Apple oferece uma gama de opções de iMacs com displays em 4K e até mesmo 5K, portanto, um novo Thunderbolt com essas resoluções está nas apostas dos mais otimistas.
Ao TechCrunch, a Maçã disse que, apesar da descontinuação da atual linha, as unidades presentes nos estoques continuarão sendo vendidas normalmente. Apenas a produção foi suspendida. Tanto nos canais online quanto nas Apple Stores, as telas poderão ser vendidas, contanto, é claro, que estejam disponíveis.
“Estamos descontinuando o Thunderbolt Display da Apple. Ele continuará sendo vendido através do Apple.com, das lojas da Apple e das revendas autorizadas enquanto durarem os estoques. Há uma variedade de ótimas opções de terceiros disponíveis a usuários Mac”, declarou a companhia ao referido site.


Tecnologia MicroLED vai ajudar o novo Apple Watch a poupar bateria!


Contrariando rumores recentes, informações divulgadas no último final de semana pelo site DigiTimes indicam que o novo Apple Watch só deve ser lançado em 2018. A espera deve ser compensada pela presença de uma tecnologia conhecida como “MicroLED”, que promete melhorar substancialmente a duração da bateria do dispositivo.
A solução em questão se trata de uma aplicação proprietária da tecnologia OLED, que já se faz presente em diversos smartphones top de linha. Aparentemente, a Companhia da Maçã vai contar com a ajuda de empresas como aSamsung e a LG para conseguir a produção em massa dos componentes para a tela de seu relógio inteligente.
Além de uma tela com cores mais vibrantes (e menor consumo energético), a nova geração do gadget provavelmente vai oferecer mais espaço para o armazenamento de aplicativos. Entre as características que devem ser mantidas estão a tecnologia Force Touch e os tamanhos de 38 mm e 42 mm.

Também há a expectativa de que o novo Apple Watch incorpore um modem de celular que permita a ele realizar ligações sem depender de um iPhone pareado. No entanto, há a probabilidade de que a fabricante decida remover essa opção e continue adotando a tática de oferecer o Watch como um prolongamento de seu smartphone.
Para completar, a Apple está negociando com empresas como a Hermes no intuito de oferecer aos consumidores mais opções de pulseiras personalizadas. Com isso, não seria nenhum espanto descobrir que a empresa também prepara novos tipos de acabamento para seu gadget, que também é considerada por ela como um acessório de luxo.

Suécia estreia a primeira rodovia elétrica do mundo!


Ciente de que o transporte terrestre de cargas traz grandes impactos negativos ao clima do planeta, a Siemens e a Scania criaram uma solução para que caminhões deixem de queimar diesel — mesmo que temporariamente. Para isso, foi desenvolvida uma espécie de “rodovia elétrica” na Suécia que permite aos veículos se locomover sem queimar combustível.
Atualmente, o projeto oferece somente um trecho de aproximadamente 2 quilômetros em que uma série de cabos se conectam a um caminhão com os devidos acessórios para fornecer energia elétrica. Durante esse período é possível desligar o motor a diesel e aproveitar a eletricidade renovável e barata oferecida pelos cabos suspensos.

O projeto já está em andamento em um pequeno trecho de dois quilômetros
Segundo Claes Erixon, da Scannia, o projeto é “um passo importante para a jornada em busca do transporte livre de combustíveis fósseis”. A expectativa é que, quando o projeto for totalmente implementado, ele pode cortar pela metade os custos de combustível decorrentes do transporte de bens.


Por que os celulares estão ficando mais fracos e mais caros no Brasil?


Infelizmente, está virando um padrão. Fabricantes de smartphone anunciam aparelhos para o Brasil com certas especificações técnicas e, meses depois, eles chegam com alguma diferença. Essa prática de lançamento de mais de uma configuração para dispositivo é relativamente comum, com alguns mercados sempre prejudicados dessa forma, mas só recentemente o Brasil foi incluído entre os países "premiados".
E a situação desfavorável não acaba aí. Mesmo com essas pioras, o preço não só não para de subir como deu uma disparada violenta na última geração de dispositivos — hoje, você não encontra um top de linha recém-anunciado por menos de R$ 3 mil, com alguns já ultrapassando a linha dos R$ 3,5 mil.
Por que isso tem acontecido, qual a solução para o consumidor e algumas das respostas fornecidas pelas empresas é o que você encontra nesta matéria. Vamos abordar algumas das marcas que tem feito práticas semelhantes e tentar encontrar as explicações.
Os casos
Sony: preço alto e catálogo reduzido
A japonesa Sony foi a mais recente marca a abandonar a produção nacional. Como o TecMundo já noticiou e a própria fabricante confirmou, a Sony deixou de fabricar smartphones no Brasil oficialmente. Isso significa que eventuais benefícios deixam de existir e há a possibilidade de que os preços continuem subindo – a chance de redução atualmente é bastante baixa. A marca ainda é uma das mais criticadas pelos altos valores praticados no mercado.
O catálogo brasileiro ainda ficará desfalcado: o Xperia X Performance, top de linha da atual família da marca, não será lançado no Brasil. A justificativa da empresa é que o diferencial do modelo, o suporte à tecnologia 4G de três portadoras (LTE Cat 9), ainda não está disponível no Brasil. Assim, apenas mercados como Japão, Austrália e Estados Unidos receberão o dispositivo.
O que a Sony diz
Segundo um comunicado enviado pela Sony Mobile, “a estratégia de importação de produtos premium permanece a mesma desde o final do ano passado”, o que significa que desde os modelosXperia Z5 e Xperia Z5 Premium esse método foi adotado.
“A marca permanece comprometida com o mercado brasileiro”, esclarece a empresa. Em questão de datas, isso tem mesmo sido seguido: a pré-venda dos modelos Xperia X e Xperia XA começou na metade de junho, junto com o lançamento mundial dos dispositivos. Eles custam R$ 3,8 mil e R$ 1,8 mil, respectivamente.
“A marca permanece comprometida com o mercado brasileiro”
Para compensar, a Sony avisa que já há um aparelho por aqui no segmento conhecido como super premium. “O Xperia Z5 Premium faz parte do portfólio nacional, lançado no início deste ano e é um produto bem robusto”, justifica a empresa. Só que há um problema nesse caso: apesar de boas especificações técnicas e uma tela 4K, o Xperia Z5 Premium é inferior ao X Performance em processador, câmera frontal e sistema operacional.
Em média, o Xperia Z5 tradicional (apresentado em setembro de 2015) sai por R$ 3,4 mil. Já o modelo Z5 Premium (lançado em 2016 no Brasil) custa R$ 4.699 na loja oficial da Sony.

LG: o G5 “Special Edition”
O caso que mais causou indignação no consumidor brasileiro em 2016 foi em relação ao LG G5. O smartphone tem características top de linha e traz vários módulos que amplificam características do aparelho, mas foi anunciado para o Brasil como o LG G5 SE – uma versão com hardware piorado em vários aspectos.
Mudaram processador (do Snapdragon 820 para o Snapdragon 652), GPU (Adreno 530 para Adreno 510) e memória RAM (4 GB para 3 GB) — e isso impacta o desempenho do dispositivo, o processamento gráfico e até a economia de energia. Além disso, da família de módulos e acessórios, ficamos sem o LG Smart Controller, o LG 360 VR e o LG Rolling Bot, justamente por causa da menor capacidade de processamento, incompatível com esses produtos.
As mudanças impactam o desempenho do dispositivo, o processamento gráfico e até a economia de energia.
A fúria do consumidor só aumentou quando o preço do aparelho foi divulgado: R$ 3.499, um valor bastante alto. É claro que o LG G5 SE, mesmo com a perda de potência, ainda é um dispositivo premium. Porém, o brasileiro esperava ao menos um corte no valor por conta das alterações. Vale lembrar que os módulos e acessórios também chegaram com um valor elevado: R$ 649 no Cam Plus (para fotografia), R$ 1.299 no Hi-Fi Plus (de áudio),  R$ 1.799 na LG Cam 360 e R$ 1.399 no fone de ouvido B&O.
A posição da LG
Em comunicado enviado ao TecMundo para a matéria de comparação entre os modelos, a fabricante deixou claro que o Brasil não é o único país a receber a segunda versão. De acordo com o gerente de produto mobile da LG Electronics do Brasil, Marcelo Santos, o G5 SE “apresenta todas as características premium da Família G, somada ao design inovador e acabamento luxuoso, assim como seu inovador e único conceito modular".
Quando perguntamos se há planos para trazer o LG G5 "Super Premium" para cá, ele disse que o foco da companhia é mesmo no SE. Santos ainda deixa claro que a fabricante não considera o G5 SE como inferior, sendo um “modelo único que foi selecionado para atender mercados consumidores em diversos países ao redor do mundo”, inclusive com material de revestimento de enorme durabilidade e alta resistência à corrosão. Ele lembra ainda que vários recursos do G5 SE não estão disponíveis na concorrência, como câmera Wide Angle de 135º (a maior do mundo na categoria) e o design modular.

Motorola Moto Z: menos poder de fogo
O consumidor brasileiro ficou desconfiado quando a Motorola anunciou o Moto Z durante o eventoLenovo Tech World 2016 com uma configuração de processador e, quando as especificações da versão brasileira saíram, havia uma pequena diferença. O processador do smartphone, um Snapdragon 820, foi anunciado no evento tendo clock de 2,2 GHz. Porém, posteriormente ficamos sabendo que o aparelho que desembarcaria aqui possui clock de 1,8 GHz.
Embora a redução de apenas 20% na velocidade do processador não traga reflexos negativos intensos na prática e nem seja notado por boa parte dos consumidores, não tem como não se sentir prejudicado à primeira vista.
Resposta da Motorola
O TecMundo entrou em contato com a fabricante para saber o motivo da alteração no clock do processador e recebeu o esclarecimento. Segundo a fabricante, a versão com 2,2 GHz será comercializada apenas nos Estados Unidos, em uma versão especial em parceria com a operadora Verizon. Em todos os outros mercados (ou seja, de Europa e Ásia até a América Latina), o processador terá o clock em 1,8 GHz, que é o valor “oficial”.
Apenas a versão dos Estados Unidos tem o clock em 2,2 GHz.

O gerente de produtos mobile da Lenovo, Renato Arradi, confirmou que pode existir alguma diferença de desempenho, mas que ela dificilmente será notada. Só que fica a pergunta: afinal, por que não aproveitar e lançar a versão mais poderosa em todos os mercados?

Meizu: só na parceria!
O caso da fabricante chinesa Meizu é diferente e não prejudica o hardware do smartphone, mas sim o bolso do consumidor. Os dispositivos chegam com as mesmas especificações lá de fora, mas são vendidos por aqui somente a partir de uma parceria com a distribuidora Vi. A partir disso, não dá para comprar apenas o smartphone avulso, mas sim como parte de um pacote chamado Phonestation.
É o caso do M2 Note, recentemente analisado pelo TecMundo. Ele chega com uma bateria portátil que funciona como “teclado a laser Bluetooth”  e um adaptador Miracast para TVs e monitores. Os acessórios acabam encarecendo o preço do modelo, que é intermediário e acaba saindo por R$ 1,9 mil.
Assim, a estratégia é uma faca de dois gumes: devemos comemorar a vinda da Meizu para o Brasil, pois significa vontade da marca de investir aqui. Porém, você não pode levar para casa só o smartphone, mas sim toda a "estação de trabalho" vendida. Quem quer os acessórios sai ganhando, mas o consumidor que não está interessado neles fica sem escolha.
Resposta da Meizu!
O TecMundo entrou em contato com a Vi/Meizu por meio da assessoria, mas a empresa não forneceu uma resposta ao site até o momento de publicação desta matéria. Eventuais retornos serão publicados por uma atualização neste mesmo espaço.
Os prováveis motivos!
Após reunir os casos de smartphones que vieram modificados ou que são “adaptados” para o mercado brasileiro, levantamos quais seriam as causas para o lançamento de modelos diferenciados para o país. Dependendo da fabricante, vários deles são combinados para justificar a mudança de estratégia.

Lei do Bem!
Um dos fatores que podem reduzir o preço de smartphones no Brasil é a Lei 11.196/05, também chamada de "Lei do Bem". Basicamente, trata-se de um incentivo fiscal do Governo Federal às empresas que fabricam eletrônicos no país ou realizam ações de pesquisa e desenvolvimento. Ela é uma desoneração do PIS/COFINS a vários produtos de informática.
Com o fim da Lei do Bem, fabricantes com um pé atrás em relação ao Brasil em longo prazo.
Após uma proibição do Congresso Nacional, ela atualmente está em vigor, graças a uma liminar da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o que significa que companhias vinculadas à instituição de fato já podem vender aparelhos sob um menor preço. Porém, não é isso que temos visto no mercado hoje, já que o valor também depende de outros fatores, como mercado externo e flutuação de moedas (tanto real quanto as estrangeiras).
Além disso, ela já tem data para acabar: a lei deixa de valer a partir de 31 dezembro de 2018. Isso já deixa as fabricantes com um pé atrás em relação aos valores no Brasil em longo prazo – e foi justamente uma das respostas dadas pela Sony.

A tecnologia do 4G
O 4G é quase sempre mencionado como se fosse uma coisa só, mas existem várias categorias diferentes para catalogar os planos de dados LTE (Long Term Evolution, na sigla original). A tecnologia LTE é dividida em categorias de acordo com velocidade de transferência de dados e um conjunto de técnicas de transmissão: quanto maior o número, mais avançada é a rede. A ideia é que todos os dispositivos de uma mesma geração tenham suporte a uma mesma categoria, para que mercados não fiquem prejudicados, mas há outro fator envolvido aí: os países precisam estar adaptados às mesmas categorias também.
O Brasil precisa acelerar na implementação do 4G de categorias superiores.
É aí que reside o problema do Brasil. O LTE Cat. 9, que é usado no Xperia X Performance, por exemplo, ainda não é suportado no Brasil. Assim, a Sony achou melhor nem apresentar o aparelho por aqui, já que não há compatibilidade com esse recurso, um dos que fazem o smartphone ser tão poderoso. O mesmo vale para a Meizu: no fim de 2015, veio o smartphone MX4 e não o badalado MX5 justamente pelo mesmo motivo de rede.
E a situação fica mais complicada: cada vez mais fabricantes devem apresentar produtos com LTE Cat.9 como padrão, o que significa que o país, caso não haja rapidamente, pode ficar sem outros lançamentos em um futuro próximo.

Exigências de operadoras gringas
Esse motivo está diretamente relacionado com o anterior. Algumas operadoras, especialmente norte-americanas ou japonesas, realizam parcerias de lançamento ou contrato diretamente com as fabricantes e, em alguns casos, podem demandar alterações em especificações técnicas. O motivo pode ser alguma incompatibilidade de rede (como a questão do 4G) ou necessidade de trazer um diferencial ao consumidor para sair na frente de outras marcas.

Elas também podem fazer parcerias de lançamento com as fabricantes, em um modelo de contrato que deixa você bem mais “preso” à companhia do que os planos do Brasil. Assim, um dispositivo acaba chegando no mercado dos EUA em uma só empresa de telefonia antes das outras, e esse esquema de aliança pode acabar gerando até mesmo alterações de hardware. É o caso da Verizon com a Lenovo, resultando em um Moto Z com clock intensificado para atender a exigências de rede da marca.

O perfil do mercado brasileiro

A questão de mercado também deve ser levada em conta: apesar de registrar crescimentos elevados durante os últimos cinco anos, o comércio global de smartphones deixou de crescer pela primeira vez na história nos três primeiros meses de 2016. O motivo seria uma aparente saturação do mercado em várias regiões, com dispositivos em excesso e muito parecidos entrei si, diluindo as vendas entre as fabricantes e reduzindo receitas individuais. De acordo com a IDC, o brasileiro até tem separado mais do orçamento para celulares, mas até quando isso significa mais vontade de gastar e não um sacrifício para comprar os novos (e cada vez mais caros) lançamentos?
O comércio global de smartphones deixou de crescer pela primeira vez em 2016.
Segundo outra pesquisa da IDC publicada em novembro de 2015, os aparelhos que custam entre R$ 700 e R$ 900 ainda são os mais vendidos no Brasil. De acordo com a plataforma de comparação de preços Zoom, nenhum smartphone entre os mais buscados de junho de 2016 ultrapassa os R$ 1,7 mil reais. Essa aparente aversão do público nacional a dispositivos mais poderosos – que acabam chegando caros demais por aqui, agora por mais de R$ 3,5 mil — pode justificar a ausência de modelos ou a redução de hardware.

Não é tudo tão ruim?

Afinal, existe algum motivo para o consumidor brasileiro comemorar em relação ao mercado local de smartphones? Segundo o gerente da Motorola, sim. De acordo com Renato Arradi, nós também recebemos aparelhos que são, de alguma forma, modificados para melhor agradar o consumidor. É o caso do Moto G4 e de inúmeros outros aparelhos de diversas fabricantes, que apresentam recursos como TV digital e Dual-SIM.
Essas duas funções, que caíram no gosto do brasileiro há algum tempo, fazem com que nossos aparelhos sejam considerados “versões superiores” em relação a alguns modelos no exterior. É claro que aí depende bastante do que mais importa para você: ter mais clock de processamento ou suporte para um segundo chip telefônico.