terça-feira, 11 de abril de 2017

Review: notebook gamer Alienware 17 R4 [vídeo]!

A Alienware é uma das marcas mais queridas dos gamers. Já faz um bom tempo que ela apresenta soluções inovadoras em laptops para jogos, com configurações de hardware de ponta, design de outro mundo e tecnologias surpreendentes.
Agora, com representatividade oficial no Brasil, a fabricante ganhou ainda mais relevância, uma vez que traz seus lançamentos anuais para a nossa alegria. No ano passado, nós testamos o modelo de 15 polegadas e gostamos muito da proposta da marca.
Em 2017, a Alienware reforça que continua na ponta da inovação, com modelos cada vez mais robustos. Como de costume, a fabricante mantém sua parceria conosco, e agora temos o prazer de apresentar o novo Alienware 17 R4 em um review completo.
Esse modelo chega para dar uma investida forte contra a concorrência aqui no Brasil. O Alienware 17 R4 traz uma configuração muito completa, com direito a processador Intel Core i7, uma placa de vídeo monstra da NVIDIA — a versão de entrada tem a GTX 1060 —, bastante memória RAM e armazenamento de altíssima velocidade.
Parte da estratégia da marca, a personalização das peças continua sendo possível e muito relevante para o consumidor que busca ainda mais desempenho. É possível alterar placa de vídeo, processador, armazenamento, memória e outros tantos itens. O produto que recebemos inclusive já veio com uma atualização considerável. Será que essa máquina tem o poder de que você precisa para os jogos?

Design robusto e funcional:

Nossas análises de laptops geralmente são iniciadas por um parecer completo sobre o visual do produto, uma vez que este é um importante aspecto para o consumidor. Quando falamos de modelos para gamers, o design tem papel ainda mais importante, uma vez que incrementos nesse sentido podem resultar em uma máquina ainda mais bonita e robusta.
O design do Alienware 17 R4 é muito chamativo. Com retas bem marcantes, diferentes materiais em vários segmentos e muitos espaços para respiro, a Alienware inova nas característivas visuais e se diferencia de alguns concorrentes que preferem designs mais genéricos.
A mescla de tons escuros com um cinza predominante na tampa chama muita atenção. A opção por pequenos segmentos com bordas em angulações diferentes evita um design totalmente retangular. Há várias áreas posicionadas de forma estratégica que garantem muito espaço para o hardware interno, ao mesmo tempo que entregam uma composição externa inédita.
Olhando de longe, esta máquina parece uma espaçonave, algo bem coerente para a proposta. A tampa traz o icônico alienígena e algumas linhas em um layout bastante adequado. O ícone principal na tampa brilha com luzes de fundo, algo que pode ser personalizado de acordo com o gosto do usuário.
Nas laterais da tampa, barras de luzes deixam o visual ainda mais ousado. Importante notar que não estamos tratando de um sistema de iluminação simples. Muito pelo contrário: os componentes luminosos ficam bem escondidos e garantem brilho uniforme.
As conexões e as saídas de ar na parte de trás ficam em posição estratégica, uma ótima ideia inclusive para evitar o superaquecimento do teclado e da parte a que o jogador tem acesso durante a jogatina. São duas saídas de ar, que garantem a refrigeração total do chip de vídeo.
As laterais do Alienware 17 são bem grossas, algo que se deve ao hardware interno, que necessita de muito espaço. Nas duas laterais, em regiões perto da tela, a Alienware instalou mais áreas de respiro, que ajudam a resfriar ainda mais o notebook, que ainda concentra muito calor em seu interior por conta do processador. Aqui também há barras luminosas para deixar o visual do seu jeito.
Ao abrir a tampa, nos deparamos com um design muito coerente com o conjunto. A parte interna é bem espaçosa, com direito a área reservada para teclado numérico e teclas de macro. O teclado com botões de alta qualidade é bem confortável — e claro que vem com luzes RGB.
O touchpad grande é excelente para o sistema, mas não serve para jogatina. Ele conta com dois botões  grandes, que são resistentes e não devem apresentar problemas mesmo com o uso constante do produto. Vale mencionar que é possível personalizar a cor de fundo do touchpad.
O logotipo da Alienware abaixo da tela fica em evidência e também conta com retroiluminação do tipo RGB. Todas essas cores podem ser alteradas no software próprio da Alienware, com perfis que deixam o notebook bem exclusivo. As cores ficam maravilhosas com o acabamento em tons escuros.
É claro que uma máquina desse porte chama atenção, mas a proposta também é um tanto contraditória. Afinal, é um notebook gamer de quase 4 quilos e meio, então é difícil carregá-lo na mochila.

Novidades no display seriam bem-vindas:

É claro que um notebook gamer precisa de uma tela muito boa para deixar a jogatina confortável. Nesse ponto, este Alienware é show, já que o display de 17,3 polegadas tem ótimo tamanho.
A resolução Full HD é a configuração padrão e nós acreditamos que seja satisfatória para a maioria dos jogadores. No entanto, a fabricante oferece opção para consumidores exigentes. Com um pequeno investimento, é possível atualizar o laptop com uma tela de resolução 4K.
O display do Alienware 17 R4 é muito bom, com um balanço legal de brilho e contraste. Todavia, nós não ficamos muito satisfeitos com a taxa de atualização.
Programada para rodar em 60 hertz, ela já não corresponde à experiência de um modelo gamer, uma vez que a placa de vídeo pode facilmente ultrapassar os 60 fps e gerar alguns inconvenientes visuais. Assim, nós achamos que seria muito melhor uma tela com 120 hertz e tecnologia G-Sync.
Para acompanhar esse processador monstro, temos 16 GB de memória RAM do tipo DDR4. Os módulos funcionam com clock de 2.667 MHz, uma quantidade muito boa para rodar qualquer jogo e atividades mais pesadas, como renderização de vídeos.
A máquina que testamos ainda tinha SSD de 256 GB, componente preparado para operar sobre o barramento PCI-Express, o que permite taxas de transferência de dados ainda maiores. Na prática, este Alienware carrega o sistema e os apps em poucos segundos. Como o SSD tem pouco espaço, ainda existe um HD de 1 TB para guardar mais jogos e arquivos maiores.
O combo fica completo com a poderosa GeForce GTX 1070, que vem equipada com 8 GB de memória GDDR5 dedicada. O chip gráfico é o mesmo usado em placas para desktop, ou seja, é uma potência absurda para rodar os games tranquilamente.
Performance top!
Bem, mas chega de papo e vamos falar do que você quer saber: desempenho. O Alienware 17 que recebemos para testes veio com Intel Core i7-6820HK, um chip de quatro núcleos e oito threads que trabalham com clock de 2,7 GHz.
Em jogos e tarefas pesadas, esta CPU pode subir a frequência para os 3,6 GHz, o que garante muito poder para quem é exigente. Uma coisa legal é que este i7 tem TDP configurável de nível baixo, o que significa que ele consome pouca energia quando está rodando tarefas leves.

Um notebook que precisa de muita energia:

A análise de bateria de um notebook gamer não pode ser realizada com tarefas comuns ou softwares padronizados, uma vez que o consumidor raramente vai comprar uma máquina dessas para ver vídeos no YouTube ou realizar tarefas simples.
Assim, o ideal é pensar em verificações práticas, com a execução de jogos. Pois bem, a verdade é que laptops gamers consomem muita energia nessas situações, por conta do chip gráfico que roda com clocks elevados e dos sistemas de refrigeração que precisam estar constantemente ativados.
O Alienware 17 R4 conta com bateria de 99 Wh, um componente muito robusto, mas que certamente não faz milagres. Em nossos testes, ela aguentou pouco mais do que cinco horas para tarefas comuns no dia a dia com as luzes desligadas (teste que realizamos com a execução de vídeos no navegador).
gora, na hora dos testes mais efetivos, percebemos que é bem difícil jogar por mais do que duas horas, porque o hardware consome muita energia. Se deixar as luzes ligadas e as ventoinhas sempre ativas, fica ainda mais difícil chegar nesses resultados.
Aliás, é bom você ficar sabendo que o notebook não roda em sua potência máxima na bateria. Não adianta mudar o plano de energia, pois o desempenho em jogos cai para quase um terço do normal. Assim, a melhor solução para usar todo o poderio é manter o PC conectado à tomada.


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Microsoft e Casio anunciam parceria para lançar novidades em smartwatches!


A Microsoft Technology Licensing (braço que controla as patentes da gigante) acaba de assinar um acordo com a Casio para criar novidades no mercado de smartwatches. O anúncio foi liberado pela companhia na segunda-feira passada (3) e, apesar de não detalhar mais informações a respeito de possíveis futuros lançamentos, revelou que o acordo "inclui ampla cobertura para futuras tecnologias de smartwatches".
Ao passo que a Casio já vem trabalhando com modelos variados de relógios inteligentes altamente resistentes funcionando com Android — como os WSD-F10 e WSD-F20 —, é possível que a nova parceria traga novidades com relação ao sistema. Por outro lado, ainda é pouco provável que os futuros smartwatches da marca tragam alguma versão mobile do Windows.
A maior chance é que os relógios contem com as facilidades da nuvem Azure ou, ainda, com a praticidade das ferramentas do Office 365 para complementar suas funções.
Outra possibilidade é de que os smartwatches Casio passem a contar com os benefícios do Microsoft Health Service, que traz ferramentas voltadas para o monitoramento da saúde do usuário e aplicativos fitness. 
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  • MICROSOFT

Niantic: Pokémon GO deve ganhar modo multiplayer co-op em breve!


Apesar de a grande febre em volta de Pokémon GO já ter passado, a desenvolvedora Niantic afirma que ainda há muita gente jogando o título por aí. De acordo com suas estatísticas, são mais de 65 milhões de pessoas conectadas ao game mensalmente ao redor do mundo. Por conta disso, a empresa está elaborando algumas novidades que podem chegar em breve aos smartphones desse povo todo.
Em uma carta de agradecimento por todos os prêmios que o game recebeu desde o seu lançamento, a desenvolvedora mencionou que, durante a primavera — que acabou de começar no Hemisfério Norte — jogadores terão novidades interessantes em Pokémon GO. “Jogadores podem esperar experiências de gameplay cooperativo social totalmente novas em Pokémon GO, as quais vão oferecer aos treinadores novos e empolgantes motivos para voltar a andar sob a luz do sol”, diz o texto oficial.
Infelizmente, não há nenhum detalhe extra acerca desse novo modo co-op em Pokémon GO, mas espera-se que o game permita que jogadores montem times, participem de eventos e batalhas em grupos, deixando aquelas equipes predefinidas um tanto ultrapassadas. Como o texto comenta sobre ferramentas sociais, é possível que haja alguma forma de comunicação entre os jogadores para que possam organizar suas atividades e interagir uns com os outros.
A primavera boreal termina no fim de junho. Portanto, fique ligado no TecMundo para conferir novidades no game até lá.
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  • NIANTIC

ANAC continua adiando a regulamentação para uso de drones!



Aconteceu no último dia 4 a reunião entre empresários do setor de drones e a diretoria da ANAC, na qual foi debatida a regulamentação do uso dos “quadricópteros” para fins comerciais. A agência, mais uma vez, prorrogou a aprovação de regras.
Essa discussão está em andamento desde 2014, e sem saber ao certo o que seguir, as empresas que desejam utilizar esse tipo de tecnologia acabam empurrando para frente seus planos.
De acordo com Emerson Granemann, um dos idealizadores da DroneShow Latin America, uma feira do setor de drones, “a demora na regulamentação prejudica também os usuários que buscam mais produtividade, rapidez e segurança em seus projetos".
Segundo a proposta da nova lei que vem sendo discutida, no caso do uso profissional, a operação seria classificada de acordo com classes de pesos, ou seja, quanto mais pesado o equipamento, maiores as exigências para operá-lo.

Exemplos de usos profissionais:

A tecnologia tem muitas aplicações com uso empresarial, como na inspeção de torres e linhas de transmissão, na qual os dados visuais e digitais coletados pelos drones substituem os helicópteros e proporcionam mais segurança às equipes de campo.
Para o resgate de pessoas, os drones permitem uma rápida localização da vítima em terra ou no mar, o que garante mais precisão para o salvamento.
Na agricultura, área de grande exploração no país, as aplicações são desde identificação digital das cabeças de gado dos grandes rebanhos, detecção de pragas, pulverização, até geração de modelos digitais do terreno para planejamento da colheita e do plantio.
Apesar de, em outros países do mundo, já haver leis específicas para o uso do equipamento, por aqui ainda existe a dificuldade de levar o projeto para frente.
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LG G6 é torturado em circuito do Professor Pardal [vídeo]!

O LG G6 foi apresentado ao mundo há algumas semanas e, felizmente, a companhia sul-coreana resolver um reboot na linha e mostrar um aparelho que traz tudo que os consumidores buscam: uma bateria parruda, poder de processamento com qualidade, uma tela bem bonita e bordas mais finas. Mas, e sobre a resistência do aparelho?
A própria LG comentou que o G6 é um smartphone IP68 (total proteção contra poeira e proteção contra longos períodos de imersão em água), então, nada melhor do que colocar o smartphone em um circuito digno de Professor Pardal para provar isso ao consumidor.
Na verdade, o circuito que vemos é uma implementação da máquina de Rube Goldberg, que executa tarefas simples de maneira complicada, baseadas em uma reação em cadeia.
O vídeo também lembra que o LG G6 não tem apenas a certificação IP68, mas também possui a certificação militar MIL-STD-810G, padrão para resistência de quedas e suporte de temperaturas entre -20° e 60° sem sofrer danos.


Especificações do OnePlus 5 podem ter vazado e revelam potência monstruosa!


A OnePlus lançou há pouco tempo o OnePlus 3 e o OnePlus 3T, dois smartphones bem recomendados lá fora (além de serem bem potentes, com 6 GB de RAM e Snapdragon 820 ou processador quad-core de peso). Agora, a empresa pode fazer igual à Samsung e pular um número, indo direto até o OnePlus 5 que, se os rumores estiverem certos, é um monstro.
A empresa chinesa pode estar produzindo um smartphone com tela de borda infinita (similar ao Galaxy S8 e ao Xiaomi Mi Mix), com o sensor de digital localizado na parte traseira, com um par de câmeras traseiras de 23 MP, bateria de 3.000 mAh, tela com resolução 2K, 8 GB de RAM e um processador Snapdragon 835 em baixo do capô para completar.
A OnePlus é famosa por trazer um hardware de peso em seus próximos smartphones e há altas chances de o rumor se tornar verdadeiro. Por ora, ainda é preciso esperar por detalhes oficiais, mas se o boato estiver correto, a Samsung, LG e Apple terão um concorrente bem interessante neste ano.
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Quantum anuncia novo smartphone MÜV UP; confira preço e especificações!


No final da semana passada, vazaram as primeiras imagens e especificações do MÜV UP, o mais recente smartphone produzido pela Quantum — lembrando que isso surgiu depois de um teaser deixando claro que está perto de anunciar um novo smartphone no mercado brasileiro. Agora, a companhia oficializa o dispositivo para todo o Brasil.
Assim como já havia vazado, o smartphone tem leitor de digitais na parte traseira, duas câmeras de 13 megapixels (frontal e traseira), tela HD de 5,5 polegadas, 32 GB de armazenamento e 3 GB de RAM. Além disso, ele já surge de fábrica com o Android Nougat e conta com processador octa-core MediaTek MT6753 — com clock de até 1,3 GHz.
Vinícius Grein (head of Products da Quantum) explica o nome: “A Quantum se destaca ao atrair clientes com profundo conhecimento de tecnologia, que querem contar com alta memória RAM, capacidade de armazenamento e tela grande, sem ter que pagar mais por isso. Daí veio a escolha do nome UP".

Especificações técnicas:

  • Sistema operacional: Android Nougat 7.0
  • Tela: 5,5 polegadas
  • Resolução: 1280x720 pixels
  • Processador: MediaTek octa-core MT6753
  • Clock: 1,3 GHz
  • GPU: Mali-T720MP3
  • Memória RAM: 3 GB
  • Memória de armazenamento: 32 GB (expansível até 128 GB)
  • Conectividade: 4G, 3G, WiFi, Bluetooth
  • Suporte a dois chips: sim
  • Câmera traseira: 13 MP
  • Câmera frontal: 13 MP
  • Bateria: 3.000 mAh
  • Dimensões:  153,3 x 76,9 x 8,9 mm
  • Peso: 149 g

Foco nas câmeras:

Vale dizer que a Quantum aposta bastante nas câmeras integradas ao aparelho. Tanto o módulo traseiro quanto o frontal contam com sensor para até 13 megapixels. Abaixo, você pode conferir vários exemplos de fotografias capturadas com ele:

Preço e disponibilidade:

De acordo com a Quantum, as vendas começam já nesta semana e cada unidade do MÜV UP poderá ser encontrada por R$ 999 à vista. É interessante notar que o MÜV UP surge com especificações que o colocam entre o MÜV Pro e o Quantum Fly — modelo top de linha da fabricante brasileira e que deve ganhar um substituto somente no segundo semestre deste ano.



sábado, 8 de abril de 2017

Testamos: bom desempenho não justifica defeitos do Moto G5 Plus!



Em apenas cinco anos de vida, o Moto G já passou pelas mãos de pelo menos três empresas diferentes. Em primeiro lugar, a Motorola, que é dona da marca e continua assim até hoje. Em segundo lugar pela dona da Motorola, que de 2013 a 2014 foi o Google e que desde 2015 é a Lenovo.
É difícil saber como essas mudanças afetam o desenvolvimento do produto final, especialmente porque os ciclos de produção de smartphones levam de dois a três anos para serem concluídos. Mas é nítido o quanto o Moto G mudou desde sua primeira geração até hoje.
Em março deste ano, a Motorola lançou o Moto G5, quinta geração de seu smartphone mais popular. Se no ano passado a empresa apostou numa família com três dispositivos diferentes, neste ano ela foi bem mais econômica: apenas duas versões, o Moto G5 e o Moto G5 Plus.
Passamos algumas semanas com o Moto G5 Plus, versão mais potente do celular, para testes na redação. O que nós achamos do aparelho você confere nos parágrafos abaixo.

Design:

De todas as mudanças que essa quinta geração traz à linha Moto G, a mais óbvia e chocante é a mudança de design. Da primeira até a terceira geração, o aparelho seguiu uma identidade bem clara, com uma proposta mais despojada, prática e autêntica. Era fácil identificar um Moto G só de olhar para ele em um mercado abarrotado de opções mais ou menos iguais.
No Moto G4 as coisas mudaram um pouco, mas boa parte daquela linguagem despojada e autêntica permaneceu. Só não se pode dizer o mesmo do Moto G5. A Motorola decidiu apostar num corpo em metal para dar um ar de mais sofisticação e resistência ao aparelho, largando mão do plástico e borracha das edições anteriores.
O resultado é um celular de design genérico, pouco inspirado e que parece muito um aparelho chinês baratinho, do tipo que se pode importar por menos de R$ 800. Mais do que isso, o Moto G5 Plus parece ter levado como referência o que havia de pior do design dos celulares mais baratos da Samsung de alguns anos atrás, hoje sua principal rival.
O caso é que, enquanto a coreana resolveu apostar em linhas mais elegantes e arranjos mais simples no Galaxy J (culminando no belo Galaxy J7 Prime), a Motorola decidiu voltar aos contornos gravemente arredondados e ao polimento sem cor do passado da Samsung. Hoje seria fácil confundir o Moto G com um Galaxy Win de cinco anos atrás.
Há alguns detalhes que chamam mais a atenção, como um leve e discreto contorno de alumínio nas bordas da parte da frente e na traseira. O relevo sobre o logotipo e o realce na área da câmera também fazem o Moto G5 lembrar o seu irmão mais velho (e mais potente) Moto Z. Mas enquanto este se destacava pela originalidade (e coragem) estética, o Moto G parece apenas um aparelho eletrônico qualquer.
É claro que valores estéticos podem mudar muito de usuário para usuário. O que não me agradou pode muito bem agradar qualquer outra pessoa. Há quem se preocupe mais com ergonomia, por exemplo, e nesse quesito o Moto G5 Plus não deixa a desejar. O aparelho é leve e pode ser facilmente usado com uma só mão, oferecendo ainda uma boa "pegada" graças ao metal curvado nas bordas traseiras.
Fato é que, visualmente, o Moto G mudou muito nessa quinta geração. É difícil entender como a versão do ano passado evoluiu para esta deixando tanto da sua tradicional linguagem de design pelo caminho. Mas, como dizem, aparência não é tudo.

Software:

Como se não bastasse um design pouco inspirado no hardware, é igualmente difícil elogiar as soluções visuais do software do Moto G5 Plus. O plano de fundo padrão polui, e muito, a visualização dos itens na tela, e, para piorar, o Android 7.0 Nougat instalado não é mais tão puro quanto o Android de outros aparelhos da Motorola.
Não há modificações desnecessárias nos menus ou no app de configurações, mas a tela inicial, em si, não é mais a mesma. Sai o Google Now e entra uma versão customizada da Pixel launcher, a mesma interface inicial do Pixel, smartphone do Google.
Não é exatamente a mesma launcher, mas é parecida. Isso significa que a gaveta de apps não fica mais acessível num ícone redondo cheio de pontinhos no centro da barra inferior. Em vez disso, basta deslizar o dedo sobre a tela de baixo para cima para ver onde estão os seus aplicativos instalados.
A mudança é incômoda para quem está acostumado com a experiência pura de um Android como a dos outros celulares da Motorola, mas também é uma mudança estética que pode muito bem passar despercebida pela maioria dos usuários. Afinal, o que importa mesmo é o impacto disso no desempenho.
Assim como no passado, o Moto G5 Plus vem livre de bloatware - isto é, aqueles aplicativos pré-instalados que normalmente acabam ignorados pelo usuário. O único app da Motorola encontrado nele é um chamado simplesmente Moto, e que permite ao usuário customizar algumas de suas interações.
Basicamente, essas interações (que a fabricante chama de "experiências Moto") incluem um sensor de gestos sob o leitor de impressões digitais (que funciona bem, aliás) e um sistema de display always-on. Esse sensor de gestos permite que o usuário tire da tela aqueles três botões de navegação (voltar, início e apps recentes) e os transforme em toques no leitor de biometria.
Com essa função ativada, você pode voltar para a tela anterior com um deslize no leitor biométrico da esquerda para a direita; e ir para a tela inicial com apenas um toque no mesmo sensor. Não é um sistema muito intuitivo, mas pelo menos dá alguma utilidade ao sensor que, na geração passada, só servia para alongar o Moto G.
Esse recurso também libera mais espaço útil na tela e faz com que as 5,2 polegadas do display pareçam maiores. Em termos de software, portanto, o Moto G5 Plus consegue ser o Android mais purista que se pode comprar oficialmente no Brasil na sua faixa de preço. Uma pena, porém, que não seja o verdadeiro Android puro que a Motorola usou no passado.

Tela e som:

Outro elemento que chama a atenção no Moto G5 Plus é a tela. A Motorola decidiu voltar atrás em termos de tamanho e abandonou as 5,5 polegadas do G4 Plus por razoáveis 5,2 polegadas na nova geração. Uma mudança positiva, especialmente em termos de usabilidade, e que não sacrifica a qualidade do display.
A tela tem resolução Full HD e 424 pixels por polegada, o que garante mais detalhes às imagens. Em ambientes externos, sob a forte luz do sol, não é tão fácil enxergar o conteúdo da tela - mesmo com a luminosidade mais alta possível. Por outro lado, o ângulo de visão oferecido é bem satisfatório.
Por padrão, o celular vem no modo de cor "Intensidade", que garante cores mais quentes e contrastes mais acentuados. Para uma tela desse tamanho, talvez não seja a configuração ideal, poque a intensidade de cores mais quentes, como o vermelho, acaba "vazando" para o branco e deixando toda a tela com um aspecto mais alaranjado do que o normal.
Estes não são termos técnicos, é bom deixar claro: trata-se apenas da minha percepção. Comparando a tela do G5 Plus com a do G4 Plus, por exemplo, é fácil notar como o branco na nova geração parece mais avermelhado do que o normal. No modo de cor padrão, a temperatura cai e as cores parecem um pouco mais realistas.
De todo modo, o que mais incomoda não é a tela em si, mas sim o som que a acompanha: apenas uma saída de áudio mono se encontra na parte da frente, deixando a experiência multimídia consideravelmente menos empolgante.

Performance e bateria:

No fim do dia, porém, o que conta mesmo em um smartphone é a performance. Todos os problemas podem ser esquecidos se o aparelho for rápido, confiável e fizer bom uso de sua bateria. Felizmente, o Moto G5 Plus não decepciona nesse quesito.
O processador é um Snapdragon 625, o mesmo usado no Moto Z Play, que é mais caro, e impressiona pela boa relação entre potência e baixo consumo de energia. Acompanha o chipset um conjunto de 2 GB de RAM, que até parece pouco para um Android em 2017, mas não nos deixou na mão nos nossos testes.
Na verdade, o desempenho do Moto G5 Plus com games é um dos seus pontos altos. Mesmo naqueles mais pesados, como "Asphalt 8: Airborne" e "Modern Combat", não encontramos qualquer engasgo, travamento ou queda grave de frame rate. O mesmo vale para jogos mais populares, como "Sonic Dash" e "Subway Surfers".
Apesar disso, não se engane: 2 GB de RAM é pouco para quem pretende manter seu celular por alguns anos. É bem provável que não seja suficiente para uma experiência lisa quando o Google lançar a próxima versão do Android. Além disso, vez ou outra é possível notar que os apps demoram alguns milésimos a mais para abrir quando estamos alternando rapidamente entre múltiplas tarefas.
Se você prefere uma análise mais fria, aqui está a nota do celular em aplicativos de avaliação de desempenho: no AnTuTu, o G5 Plus fez 62.759 pontos, enquanto que, no Geekbench, fez 790 pontos em single-core e 3.843 pontos em multi-core. Um resultado de acordo com sua faixa de preço e especificações.
E assim como o desempenho, a bateria do Moto G5 Plus também merece destaque. São 3.000 mAh que demoram bastante para acabar, especialmente graças às otimizações de software e ao Snapdragon 625. Isso significa, na prática, que mesmo usando-o intensamente por uma hora sem interrupção (incluindo navegação na web, redes sociais e streaming), o celular perde menos de 20% da sua carga.
Parado durante toda a noite, com apenas o Wi-Fi ativado, somente 2% são perdidos. Em outras palavras, o Moto G5 Plus é um raro caso de celular intermediário com bateria digna de um modelo mais caro, com fôlego para trabalhar incansavelmente o dia todo em uso regular.

Câmera:

Outro ponto que sempre desequilibra a avaliação de um smartphone é a câmera. Nesse ponto, nossa experiência com o Moto G5 Plus foi satisfatória, mas não a melhor possível. O sensor principal tem 12 megapixels com abertura f/1.7, enquanto o frontal tem 5 megapixels e abertura f/2.2.
As fotos tiradas com o G5 Plus estouram um pouco a luz branca, tanto em ambientes internos quanto externos. As cores, em geral, não são das mais fiéis, e com frequência aparecem mais frias do que são na realidade. Por outro lado, o nível de detalhe impressiona para um aparelho desta faixa de preço, especialmente graças aos fortes contornos.
Curiosamente, a câmera do Moto G4 Plus, do ano passado, não tem os mesmos defeitos, apesar de falhar nos detalhes das imagens. O resultado é que o G5 Plus tem uma câmera traseira razoável, que poderia ser melhor em alguns pontos, mas que não deixa a desejar para os usuários menos exigentes.
A câmera frontal, por sua vez, repete os mesmos problemas da câmera traseira, mas com agravantes. Em primeiro lugar, há um filtro desnecessário de "embelezamento" que, quando ativado, faz o rosto da pessoa em foco ficar com um aspecto emborrachado. Desnecessário e pouco recomendável.
Em segundo lugar, a câmera frontal consegue errar no único ponto em que a traseira acerta em cheio, que é o nível de detalhes. Em tempos de redes sociais, seria razoável que a Motorola tivesse investido um pouco mais no sensor de selfies, mas, em vez disso, a empresa parece ter simplesmente reciclado a câmera do ano passado com alguns novos truques de software.
No fim das contas, temos um conjunto de câmeras razoável para essa faixa de preço, o que significa que seus principais competidores (Galaxy J7 Prime e Zenfone 3 de 5,2 polegadas) não são muito melhores. Mas se você quer economizar e não se preocupa tanto com fotografia, provavelmente não vai se sentir ofendido pela qualidade da câmera do novo Moto G.

Conclusão:

Vamos, portanto, aos prós e contras do G5 Plus. Em primeiro lugar, é preciso destacar que o aparelho tem um desempenho muito bom para a sua faixa de preço, rápido e eficiente em múltiplas tarefas ao mesmo tempo - mas nada que chegue perto de um top de linha, é claro.
Por outro lado, as câmeras e o design do novo Moto G não acompanham a performance, e parecem mais um retrocesso da Motorola do que uma evolução. Sendo assim, é possível dizer que, acompanhando cada nova edição do smartphone, essa quinta geração toma alguns passos para frente e outros para trás.
Agora, à questão que realmente importa: vale o preço? Para responder essa pergunta, primeiro nós precisamos dar uma olhada nas alternativas. O Moto G5 Plus chegou com preço sugerido de R$ 1.499, o que o transforma num competidor direto do Zenfone 3, da Asus, do LG K10 Pro e do Galaxy J7 Prime, da Samsung.
Infelizmente para a Motorola, todos eles conseguem superar seu novo G5 Plus em algum ponto. O Galaxy J7 tem mais memória RAM (3 GB); o K10 Pro, da LG, tem um design mais arrojado; enquanto o Zenfone 3 tem câmeras levemente superiores, especialmente em termos de resolução. Além disso, todos eles têm, em teoria, mais bateria.
No fim das contas, fica difícil recomendar o Moto G5 Plus quando seus concorrentes conseguem superá-lo em alguns aspectos-chave. Apesar disso, trata-se de um smartphone competente na sua proposta de oferecer design premium (ainda que pouco arrojado) e performance de respeito. Não é uma compra ruim, mas também não é o melhor que seu dinheiro pode comprar se você quer um smartphone por menos de R$ 1.500.

Novo aço promete deixar carros mais econômicos!

Não... não é engano... a matéria é sobre uma novidade para a indústria automobilística. Mas, para deixar mais claro o que ela significa, fomos buscar um exemplo nos céus. Esse avião é considerado o mais moderno do mundo. E parte do prestígio vem justamente do fato de que ele é a primeira aeronave de grande porte a ser construída não apenas com metal. Esse gigante dos ares é formado por uma liga de materiais compostos, dos quais a fibra de carbono é um dos principais componentes. Um dos principais benefícios? Economia de combustível – que no caso da aviação, é cada vez mais crucial.
Algo similar está acontecendo aqui, no interior de Minas Gerais, mais precisamente na cidade de Ipatinga – conhecida pela atividade siderúrgica.
As imagens que o supermicroscópio de varredura eletrônica captam são parte de uma mudança que pode ter profundos impactos nos carros e nos ônibus que todos usamos para o transporte. Ao ampliar em até 300 mil vezes a imagem, é possível analisar a estrutura molecular e até identificar os componentes químicos do material.
Enxergar a fundo a composição aço foi um dos primeiros passos para que, assim como aconteceu com o avião, chegasse a hora da evolução para a velha lataria dos automóveis. A partir e um novo tipo de aço, componentes dos carros podem se tornar mais leves, mais finos e, principalmente, mais resistentes. O resultado? Mais economia de combustível, com veículos menos pesados e, mais importante, mais seguros para passageiros e motoristas.
O novo tipo de aço não deverá substituir totalmente o atual padrão empregado na fabricação dos automóveis. Pelo menos no começo, a expectativa é que ele seja empregado nas barras de proteção das portas e nas estruturas de aço dos parachoques, por exemplo.
O novo aço é fruto do trabalho desenvolvido nesse laboratório. Para chegar ao novo padrão, foi preciso encontrar uma nova composição química e um tratamento térmico especial. Esses aparelhos possibilitaram simular com precisão milimétrica todo o processo de produção.
Com isso, o tempo de desenvolvimento do novo aço foi super reduzido.
Uma das etapas mais cruciais na criação de qualquer novo material como esse são os testes de resistência. Aqui, a tecnologia desempenha novo papel crucial. De um lado, a força bruta desses braços mecânicos cuja função é, literalmente, destruir, rasgar o material. De outro um software desenvolvido especialmente para avaliar o comportamento do material.
Você está recebendo essa informação em primeira mão: o novo aço acaba de ser homologado para uso industrial e o Olhar Digital é o primeiro a mostrar seu processo de desenvolvimento. Além dos benefícios que a novidade pode representar para a indústria e para os consumidores, essa evolução coloca o Brasil entre os países de ponta no que diz respeito a pesquisas e produção desse tipo de material. Uma boa notícia, especialmente para um país que está mais acostumado a importar novidades tecnológicas do que desenvolver as suas próprias.