
Alguns conceitos são tão enraizados que, se alterados, temos um choque cultural muito grande. Esperamos que tenha cozinheiros e garçons em restaurantes, que exista atendentes em bilheterias e que professores lecionem em escolas, universidades e cursos. Contudo, a 42 University será a primeira faculdade do mundo a não contar com um corpo docente para aplicar cada matéria.
Parece bizarro e impraticável em um primeiro momento, mas é exatamente isso que a nova universidade americana, localizada no Vale do Silício, fará. Como você deve imaginar, o aprendizado lá é focado em ciências da computação, segurança da informação e demais áreas digitais.
Se não há professores, como funciona?
Como você deve imaginar, se não há professores nas salas de aula e laboratórios, então a dinâmica da “aula” deve ser diferente. O ensino é baseado em produto, e não em matérias e grades curriculares. Os estudantes devem se preocupar em ajudar uns aos outros em ambientes equipados para qualquer tipo de projeto.
O conceito, chamado de “Collective Thinking” (pensamento coletivo), envolve juntar mentes jovens e dispostas a trocar conhecimento entre si. Na 42 University, todos são encorajados a trabalharem em grupo e ajudarem uns aos outros.
Além disso, há diversos projetos dos mais variados temas, mas nenhum deles conta com data de entrega. Pode parecer estranho não ter uma data, mas isso ajuda as pessoas a seguirem no seu ritmo e aprenderem em pé de igualdade com os demais, algo que pode ajudar ainda mais no desenvolvimento de cada um.
Regras da 42 University:
Apesar de ser uma universidade com muitos conceitos diferentes, a 42 University tem algumas regras, incluindo quem pode se inscrever para participar. Os estudantes devem ter idade de 18 a 30 anos e optar por estudar a área de TI, programação ou qualquer área relacionada. Apesar de não requerer um diploma dos candidatos, quem se inscrever passa por um processo seletivo de lógica de programação.
A ideia também pode parecer nova, mas a universidade já existe em Paris desde 2013. E aí, você toparia fazer parte de um ensino de aprendizagem como esse? Tem alguma ideia contra? Ou acha que é a tendência do futuro?
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